Para parcerias e criticas, contate-nos jaqueeluana@gmail.com

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Faz de conta



         Não respondo teus e-mails, e quando respondo sou ríspido, distante, mantenho-me alheio: Faz de conta que eu te odeio.
          Te encho de palavras carinhosas, não economizo elogios, me surpreendo de tanto afeto que consigo inventar, sou uma atriz, sou do ramo: Faz de conta que eu te amo.
          Estou sempre olhando pro relógio, sempre enaltecendo os planos que eu tinha e que os outros boicotaram, sempre reclamando que os outros fazem tudo errado: Faz de conta que eu dou conta do recado.
          Debocho de festas e de roupas glamurosas, não entendo como é que alguém consegue dormir tarde todas as noites, convidados permanentes para baladas na área vip do inferno: Faz de conta que eu não quero.
          Choro ao assistir o telejornal, lamento a dor dos outros e passo noites em claro tentando entender corrupções, descasos, tudo o que demonstra o quanto foi desperdiçado meu voto: Faz de conta que eu me importo.
          Digo que perdôo, ofereço cafezinho, lembro dos bons momentos, digo que os ruins ficaram no passado, que já não lembro de nada, pessoas maduras sabem que toda mágoa é peso morto: Faz de conta que eu não sofro.
          Cito Aristóteles e Platão, aplaudo ferros retorcidos em galerias de arte, leio poesia concreta, compro telas abstratas, fico fascinada com um arranjo techno para uma música clássica e assisto sem legenda o mais recente filme romeno: Faz de conta que eu entendo.
          Tenho todos os ingredientes para um sanduíche inesquecível, a porta da geladeira está lotada de imãs de tele-entrega, mantenho um bar razoavelmente abastecido, um pouco de sal e pimenta na despensa e o fogão tem oito anos mas parece zerinho: Faz de conta que eu cozinho.
          Bem-vindo à Disney, o mundo da fantasia, qual é o seu papel? Você pode ser um fantasma que atravessa paredes, ser anão ou ser gigante, um menino prodígio que decorou bem o texto, a criança ingênua que confiou na bruxa, uma sex symbol a espera do seu Cowboy: Faz de conta que não dói.


- Martha Medeiros!




Jaqueline Furlin 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Dedico

               
  Você está a quilômetros de distância, mas ainda assim, te sinto aqui tão perto de mim. Nunca pude abraçar, mais as suas palavras me fazem tão bem quanto um abraço. Nunca ganhei um sorriso seu, mas os sorrisos que dou aqui, só de ler o que você escreve, valem à pena. O que eu sei sobre você? Pouco, mas eu posso falar com todas as letras que você é uma pessoa incrível, maravilhosa…  perfeita o suficiente pra fazer as pessoas te amarem, sem ao menos te conhecerem pessoalmente. Eu achava que era impossível criar laços tão grandes de amizade com alguém que, sei lá, eu nunca pude nem ver, nem ao menos dar um abraço, um oi… E hoje eu me acho idiota, por achar que fosse impossível gostar tanto de ti. Eu aprendi com você que o que conta realmente é o que tem por dentro, são os sentimentos, e não aparência, afinal, aqui você escreve com o coração, e em cada palavra sua, vejo pedaços de mim. 

'irmãozinho'


Jaqueline Furlin



Jaqueline Furlin



          Provavelmente todo mundo já deve ter passado, ou vai passar por um momento assim. Começar a pensar nos amigos, na vida com eles…
Começar a lembrar dos bons momentos, nas conversas jogadas fora, nas palhaçadas… Nas discuções, nas brigas, em qualquer desentendimento… Nas tristezas compartilhadas, nas lágrimas derramadas. No apoio e força que a amizade dessas pessoas nos passa. Nas decepções, nos amigos que se foram, dos que ainda estão lá, mas que não são os mesmos… Nos novos amigos, nos melhores amigos. Em tudo… Chega a dar uma nostalgia, que acalma por saber que temos pessoas que nos amam, que se importam conosco. E que nos dão forças pra seguir em frente, por saber que sempre teremos o seu apoio. Mas que também trás uma tristeza, uma angústia, por saber que… Com o tempo, vamos nos separando… Cada um vai seguindo o seu caminho, alguns entram pra faculdade, outros se mudam… Bem, distância física não separa ninguém, e eu tenho esperança de que isso não vai me separar dos meus amigos. De verdade. Mesmo assim, as coisas vão ficando pra trás, os bons momentos vão virando memórias… E, a gente começa a pedir calma ao tempo, que ele seja mais paciente, e que nos deixe aproveitar ao máximo os momentos com nossos amigos. Que ele nos deixe aproveitar o momento com pessoas que são mais que apenas amigos, que são anjos, colocados em nossas vidas pra nos fazer seguir em frente.
          Eu não tenho nenhum tipo de vergonha de dizer que meus amigos são tudo pra mim, que eu não sei o que seria de mim sem eles… E que, as lembranças, eu vou levar pra sempre, até o último dia da minha vida. As memórias boas, as ruins também, os sorrisos, as lágrimas… Até mesmo um simples abraço. 





Jaqueline Furlin

domingo, 13 de novembro de 2011